A FRATERNIDADE COMO CATEGORIA POLÍTICA

Não obstante nossa época atravesse uma onda de violência expressa entre grupos e povos, com os nacionalismos que se alimentam dos fenômenos crescentes da pobreza, da migração, das injustiças, das guerras e do terrorismo, muitos eventos positivos confirmam que a tendência do mundo à unidade jamais foi tão viva e operante. Portanto, a unidade não é uma utopia, pelo contrário, hoje se reconhece a existência de um vínculo social universal e é tarefa fundamental da política ocupar-se dessa questão, pois disso depende o bem-estar de cada um e de toda humanidade. Os problemas a serem resolvidos necessitam de ações conjuntas e decisão comum. Nesse sentido pode-se afirmar que estamos sempre mais constrangidos a pensar no mundo unido.

No decorrer da história foram colocados em evidência critérios importantes como a dignidade da pessoa, a liberdade e a justiça, que se tornaram direitos jurídicos irrenunciáveis. Atualmente, tais princípios devem encontrar uma dimensão adequada aos desafios enfrentados pela humanidade.

Diante disso, podemos nos perguntar, como dar um corpo político ao vínculo social universal que deveria ligar todos os homens?

O MPPU atua justamente nessa direção: fazer da Fraternidade Universal uma categoria política fundamental, traduzindo-a em atos, em direitos e deveres, com o intuito de dar conteúdo à participação política e rever, a partir dessa nova perspectiva, a ordem institucional e internacional.

 
     
  META DO MOVIMENTO POLÍTICO PELA UNIDADE

Realizar o mundo unido. Mais que uma meta é um caminho em direção à civilização da unidade, fruto não só da ação política, mas de novas relações de reciprocidade. Qual o papel da política nessa perspectiva? Concebida como uma atividade nobre, a política está sempre a serviço da sociedade e do bem comum.

A meta do MPPU, portanto, está muito além da construção de uma sociedade internacional que elabore e respeite as boas regras. O MPPU almeja fazer com que a humanidade viva como uma família global, na qual os relacionamentos entre pessoas e grupos sejam dons recíprocos e, portanto, contribuam para a realização da unidade na diversidade dos povos, das crenças e das culturas.