Chiara Lubich nasce em Trento, Itália, em 22 de janeiro de 1920.

Durante a Segunda Guerra Mundial, "descobre" que Deus é amor, o "ideal que nenhuma bomba pode destruir". Decide, com um grupo de amigas, abraçar o Evangelho como estilo de vida. Poucos meses depois, já existe ao redor delas uma comunidade que identifica no Testamento de Jesus, "Pai, que todos sejam um!", o objetivo do que viria a ser o Movimento dos Focolares.

Aos poucos delineia-se um caminho espiritual a ser percorrido, ao mesmo tempo, individual e comunitariamente: a espiritualidade da unidade.

O Movimento dos Focolares, do qual participam cerca de 3 milhões de pessoas de várias nacionalidades, condições sociais e confissões religiosas, busca contribuir para a renovação de todos os aspectos da vida humana, a partir do amor proposto pelo Evangelho: econômico, social, cultural e político, envolvendo capital e trabalho, educação e saúde, ecologia, comunicações sociais, ética e justiça.

Nos últimos anos, Chiara manifesta um único desejo: “... que a Obra de Maria em bloco, no final dos tempos, perante Jesus Abandonado-Ressuscitado, pudesse repetir-lhe: ‘No teu dia, meu Deus, irei ao Teu encontro… e com o meu sonho mais louco, entregar-te o mundo nos meus braços’. Pai, que todos sejam um!” (João 17,21).

Ela passa seu último dia em casa, conforme desejava. Saúda pessoalmente suas primeiras e primeiros companheiros , como também, seus colaboradores mais próximos. Depois, em suas últimas horas, centenas de pessoas entram, uma por uma, para vê-la, beijar sua mão, dizer-lhe ainda uma palavra: “Obrigado!”. Renova-se assim o empenho de viver o Evangelho, ou seja, amar como Chiara sempre fez e ensinou. “Até logo” foi o que ela disse a uma pessoa do Movimento, na última vez que a encontrou. No dia 14 de março de 2008, serenamente volta à “casa do Pai”.