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Conclusão da Escola Civitas em Cocalzinho (GO) PDF Imprimir E-mail

No dia 2 de julho de 2016, na Câmara Legislativa da cidade de Cocalzinho (GO) foi realizada a solenidade de conclusão do Curso de Participação e Cidadania para Jovens, promovido em Cocalzinho de Goiás e Corumbá de Goiás pela Escola Civitas de Brasília, ligada ao Movimento Político pela Unidade (MPPU), do Movimento dos Focolares. Cerca de 40 pessoas participaram da solenidade, entre alunos, familiares e amigos, além de um ex-prefeito de Cocalzinho e de um candidato a vereador.

Júlio Carneiro, do Movimento Político pela Unidade, foi convidado para tratar do tema "A Política e a Fraternidade", situando a Escola Civitas nesse contexto. “A vivência da fraternidade permite a todos os homens sentirem-se iguais, mesmo na variedade de culturas e credos, no desejo mais profundo presente em cada um, ou seja, de amar e ser amado numa comunidade de irmãos. Resgatar a fraternidade universal como categoria política é a principal contribuição que o MPPU pode oferecer”, ressaltou Julio. “A cidade é o ente político mais concreto e supera em substância o conceito do Estado e do País. Por isso, a quem governa, pede-se para ouvir os cidadãos e assumir as suas necessidades. Compreender os outros, ouvi-los e procurar a justa solução dos problemas é viver a fraternidade. Partindo dessas porções de fraternidade construídas, a partir das cidades, talvez das menores, dos vilarejos, a humanidade passa a ser vista como uma comunidade universal. A fraternidade, dessa forma, torna possível pensar num bem comum de todos os homens”, completou.

Em seguida, Emir e Maria Eliza apresentaram a experiência de fraternidade na família, através de pequenos gestos e atitudes fraternas, pois é na família que se constrói a base da fraternidade, recomeçando sempre para construir um mundo mais fraterno. Emir e um violonista convidado apresentaram um número musical, com as canções “Balada Goiana” e “Romper da Aurora”; na sequência, Maria Eliza declamou um poema sobre a cidade de Corumbá.

Os alunos da Escola Civitas apresentaram na solenidade os Projetos de Ação Local.

O 1º grupo foi formado por alunos de Corumbá, que desenvolveram o projeto “Plantando Fraternidade”, um trabalho com alunos de um Centro de Convivência, que sugeriram fazer uma horta para aproveitar um quintal ocioso e também contribuir para melhorar a sua alimentação. O trabalho foi iniciado pelas próprias crianças, sob a orientação dos alunos da Escola Civitas, limpando o local, arando e molhando a terra e depois plantando as hortaliças. Ali foi iniciado um trabalho que as próprias crianças junto com seus professores darão continuidade com a orientação e ajuda de agrônomos. “A fraternidade nos leva a viver como irmãos, pois sempre se busca o bem do outro”, destacou uma das alunas da Civitas, participante do grupo.

O 2º grupo, formado por alunos de Cocalzinho, identificou muito lixo em volta da nascente de um rio que abastece a cidade. Os jovens prepararam um documento e foram até o prefeito para solicitar providências urgentes, como a retirada do lixo, a colocação de cercas e de placas proibindo jogar lixo naquele local. Assim o prefeito assumiu o compromisso de tomar as providências necessárias para a resolução do problema e os alunos estão atentos para cobrar do prefeito o cumprimento da promessa. "Unidos podemos mudar o mundo e fazer uma nova forma de política", disseram ao apresentar o projeto.

O 3º grupo apresentou o “Projeto sobre a Fraternidade”, que foi trabalhado com alunos do 4º ano do Ensino Fundamental, de uma Escola Modelo, do município de Cocalzinho de Goiás. Foi realizado um momento de escuta com os alunos sobre o que eles entendiam por fraternidade e que os motivou a sugerirem brincadeiras. Para as crianças, era importante brincar e foram escolhidos os jogos do “queimado” e futebol, além de tomar sorvete. Na brincadeira não deveria haver competição, só divertimento, querendo o bem do outro. Na conclusão desse momento, disseram que Fraternidade é “amar ao próximo, como irmãos”, “não brigar”, “respeitar o outro”, “cuidar dos animais e florestas”, “não criticar os outros, mas elogiar”, “dividir as coisas com os outros”. O grupo concluiu que podemos fazer mais para sermos mais fraternos em casa, na família e com os outros e assim construirmos um mundo melhor.

Na sequência, Ana Maria, moradora de Cocalzinho, contou a sua experiência como vereadora e os desafios vividos. Foi a fraternidade vivida, disse, que a ajudou no seu mandato.

O ex-prefeito de Cocalzinho, Antônio Armando fez um pronunciamento dizendo que, a fraternidade é importante porque nos ajuda a refletir sobre quem é o ser humano e a necessidade de vivermos todos como irmãos. Ele disse que tinha uma visão da política como uma empresa e percebeu que estava equivocado. Hoje, pensa a política como um espaço onde o cidadão busca resolver seus problemas e anseios. E finalmente, fez uma reflexão sobre a política no momento atual.

Em seguida, Maria Eliza Curado e Ana Maria Mendonça, por serem incentivadoras do Curso, respectivamente, em Corumbá de Goiás e em Cocalzinho de Goiás, fizeram a entrega dos certificados aos 12 alunos concluintes da turma de 2016 da Escola Civitas.

Houve depois uma sessão de fotos e foi lida para os alunos a mensagem que Jéssica Maiara Martins, tutora do Módulo de Cultura Política, e ex-aluna da 1ª turma da Escola Civitas Brasília, que não pôde comparecer, enviou por e-mail: “Nunca deixem de acreditar no poder de transformação que vocês têm. Todos nós somos atores políticos, tanto na nossa casa, como no nosso bairro, nossa comunidade, nosso país... Somos seres políticos e é importante lembrar que o fim primordial da política é a busca pelo bem comum. E como alunos da Escola Civitas, sempre lembrem que não existe de fato o bem comum sem a FRATERNIDADE. Esta deve ser nosso princípio norteador na busca do bem comum, o princípio político que pode ser resgatado a partir de pequenos gestos que praticamos. Os projetos que desenvolveram são provas dessa busca e desse poder transformador a partir do local, do que está próximo de nós. Podemos, num primeiro momento, considerar que aquilo que fazemos é muito pequeno, mas se a partir de nossas ações fizermos pelo menos uma pessoa repensar e refletir sobre o que é melhor para a comunidade, sobre a importância da fraternidade em nossas ações junto ao coletivo, já estamos ajudando a mover o mundo e transformá-lo. Essa turma foi excelente, tivemos debates muito ricos, em que a diversidade de pensamento e as diferenças só colaboraram ainda mais para aprimorar nossa reflexão sobre política e sobre o nosso papal enquanto atores políticos. Parabéns pela perseverança e pelo trabalho que desenvolveram ao longo do semestre, vocês são a transformação que o mundo precisa!”.