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20 anos do MPPU PDF Imprimir E-mail
Seg, 02 de Maio de 2016 16:14

Neste 2 de maio de 2016 comemoramos 20 anos do Movimento Politico Pela Unidade (MPPU). Com o olhar nos desafios do momento presente, acreditamos que é importante lembrar os primeiros passos do MPPU, que nos dão a certeza de estarmos construindo sobre a rocha.

 

O MPPU tem suas raízes no Movimento dos Focolares, fundado por Chiara Lubich e que tem no carisma da unidade, que brota do amor ao próximo, a sua característica central. Uma das ramificações do Movimento dos Focolares é o Movimento Humanidade Nova, que se dedica a construir a unidade nos vários mundos em que a sociedade está articulada. Entre seus membros sempre estiveram alguns que se dedicam ao mundo da política, filiados a partidos políticos diferentes, mas que buscam antes de tudo viver esse amor recíproco que gera a unidade.

Igino Giordani, considerado cofundador do Movimento dos Focolares, foi um deputado muito influente na Itália e sempre ressaltou a importância e a novidade que o carisma da Unidade pode trazer à Politica. Ele afirmava que “a política é um meio, não é um fim. Antes de tudo a moral, antes de tudo o homem, antes de tudo a coletividade, depois o partido, depois a plataforma programática, depois a teoria de governo”.

Por ser um movimento eclesial, o Focolares não pode escolher determinado partido, nem de direita nem de esquerda, identificado com essa ou aquela ideologia. Com isso, os seus membros podem atuar nos partidos que mais se identificam e isto possibilitou construir pontes de unidade com diversas correntes politicas, especialmente na Itália.

Chiara Lubich, no dia 2 de maio de 1996, em visita a Nápoles, cidade devastada pela máfia e num difícil momento da política italiana, faz um encontro, inicialmente não programado, com Políticos que tinham contato com membros do Movimento dos Focolares. Ela aproveita a oportunidade e expressa a esses políticos algo que vinha alimentando em seu coração e que aquele momento a inspirou a compartilhar.

Ela diz que a espiritualidade coletiva do Movimento dos Focolares impulsiona sempre a “praticar o diálogo, a fazer-se um, a compreender o outro, a aceitar os seus pensamentos, a oferecer os nossos, e com isso chegar a uma certa unidade” . Essa técnica vivenciada diariamente pelos membros do Movimento dos Focolares é algo maravilhoso que pode ser experimentado também na atividade política. Independentemente da linha ideológica diferente de cada partido, em todos há valores e princípios universais, que devem ser preservados e que não estão garantidos apenas pela atuação de um ou outro grupo e que podem servir de base desse diálogo para a unidade.

Assim, lança a proposta. Deveria ali nascer um movimento amplo, que englobe políticos de todos os partidos. Eles poderiam se encontrar periodicamente, compartilhar suas experiências, estabelecer um diálogo com base em valores universais, valores cristãos, e ser fermento no mundo da política. Cada um no seu partido, com as suas ideias, mas ligados a valores universais, podem construir uma unidade.

Chiara Lubich disse naquele momento: “Será algo completamente novo! Devem manter-se fiéis aos próprios partidos, princípios e conseguir gerar a unidade. Duas coisas que parecem estar em contradição” É a unidade na diversidade.

Desse encontro improvisado com um grupo de políticos de partidos diferentes e com a inspiração de Chiara Lubich, em 2 de maio de 1996, nasce então o Movimento Político pela Unidade. Chiara encerra o encontro lançando um desafio: “Agora faremos a experiência para a Itália, mas amanhã servirá para outras nações” .

Ainda em 1996, Chiara Lubich escreve aos políticos desse grupo de 2 de maio com a mensagem de que “trabalhar pelo nosso Movimento pela Unidade não é, certamente, um jogo. É um empenho sério, severo, profundo, também vos levará a uma grande alegria e estímulo, bem como a uma nova audácia” . Trata-se na verdade de um pensar e de uma fazer política de uma forma totalmente diferente daquilo que tradicionalmente se verifica na prática política. E finaliza com a mensagem: “Tentemos e se por acaso não for tudo bem, recomecemos, a fim de que sejam experimentados os efeitos e sejam vistos os seus frutos.”

O Movimento Político pela Unidade baseia-se na experiência dessa espiritualidade coletiva do Movimento dos Focolares para construir uma verdadeira Ciência Política, teórica e prática, um novo modo de fazer política. A nossa espiritualidade que é eminentemente coletiva, ensina que o amor é uma arte e que pode gerar a unidade. “Os políticos que a vivem, qualquer que seja o seu partido, decidem antepor o amor ente eles em qualquer compromisso e interesse pessoal e, por fazerem assim, sabem estabelecer, mesmo com sacrifício, a presença de Jesus entre eles.” 5.

Com a raiz na espiritualidade da unidade, o MPPU busca desenvolver o princípio político a fraternidade universal, que nos leva a compreender todos como integrantes de uma grande família humana. Antônio Baggio, filósofo e membro do Movimento dos Focolares, afirma que dos três de princípios símbolos da Revolução Francesa, a liberdade e a igualdade tiveram desenvolvimento e se firmaram como categoria política, passando a nortear a constituição de muitas nações, gerando vários direitos do cidadão. Enquanto isso, o terceiro princípio decantado pelos revolucionários, a fraternidade, parece ser um princípio esquecido pela política. Com as dificuldades atuais da humanidade fica cada vez mais claro que os princípios da liberdade e da igualdade, sem limites ou isoladamente, não podem responder aos desafios atuais, já que o excesso de um sobre o outro pode muitas vezes trazer mais distorções que benefícios. A fraternidade pode então ser o princípio agregador, que dá o equilíbrio necessário para que os princípios da liberdade e da igualdade possam ser exercidos em favor do cidadão. Assim, o Movimento Político Pela Unidade buscar trazer a fraternidade como categoria política, no pensamento e na prática dos políticos.

Em 2015, durante debate na sede da ONU em Nova York, Maria Voce, atual Presidente do Movimento dos Focolares comenta sobre a gravíssima situação atual do mundo, com desagregação política, social e econômica e afirma que diante do conflito e da violência que parecem dominar amplas áreas do planeta, o caminho é o “diálogo dinâmico, que envolve pessoas de diferentes convicções, até mesmo não religiosas, que impulsiona a olhar para as necessidades concretas, e a responder, juntos, aos desafios mais difíceis no âmbito social, econômico, cultural e político com o compromisso de viver em prol de uma humanidade mais unida e solidária” Expressa assim que diante de um mundo dominado pelo extremismo da violência, devemos nos defender com o diálogo. Um diálogo que requer a máxima abrangência, que é arriscado, exigente, desafiador, que visa arrancar as raízes da incompreensão, do medo e do ressentimento.

Nesses 20 anos, o Movimento Político pela Unidade cresceu e amadureceu. Tem congregado milhares de pessoas em todo o mundo, de forma a apoiar e estimular que cada um, no seu espaço de atuação política, no seu partido, na administração pública, como cidadão, possam desenvolver uma cultura política baseada na arte de amar, inspirada no carisma da unidade de Chiara Lubich, e apresentar o princípio da fraternidade universal como categoria política que possa ser traduzida na teoria e na prática.

Vamos adiante, conscientes que os primeiros passos dados, desde Nápoles naquele 2 de maio de 1996, nos dão a confiança que o caminho percorrido oferece uma base sólida, para continuarmos dando os passos necessários no momento presente. Num mundo em que a intolerância e o conflito ganham força, nacionalmente e internacionalmente, o Movimento Político Pela Unidade, estimulando incansavelmente o diálogo como método, em busca da unidade e da fraternidade universal, pode sem dúvida contribuir para dar esperança para a humanidade.

 

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