Home Escola Civitas Turmas Manaus Aula inaugural da V Escola Civitas de João Pessoa (PB)

Links

Links recomendados:
MPPU Internacional
Movimento Politico Per L'unitá
MPPU Alemanha
Forum Politik und Geschwisterlichkeit
MPPU Argentina
Movimiento Políticos por la Unidad
EdC
Economia de Comunhão
Instituto Sophia
Instituto Universitário Sophia
Focolares
Movimento dos Focolares Brasil
Chiara Lubich
Centro Chiara Lubich
Igino Giordani
Centro Igino Giordani
Cidade Nova
Editora Cidade Nova
RUEF
Rede Universitária para o estudo da Fraternidade
Fraternidade
Olhar Fraternidade
Aula inaugural da V Escola Civitas de João Pessoa (PB) PDF Imprimir E-mail

No dia 2 de abril de 2016, teve início a 5ª Turma do Curso de extensão de Política, Fraternidade e Cidadania, a Escola Civitas João Pessoa, realizada mais uma vez com a colaboração e a parceria do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos da Universidade Federal da Paraíba (NCDH-UFPB).

Este foi o primeiro ano em que a escola Civitas ultrapassou o número de 100 inscritos, a maioria jovens de 18 a 33 anos, mas também muitos na faixa etária de 35 a 45 anos. Os alunos possuem as variadas formações: há os que estão cursando o Ensino Médio, estudantes de curso superior (a maioria) como Letras, Serviço Social, Direito, Gestão Pública, Contabilidade, Ciências Sociais, Filosofia e Geografia, além de quatro mestrandos nas áreas de Semiótica, Ecologia e Direitos Humanos e Filosofia. Entre os alunos estão também profissionais atuantes em suas áreas, como advogadas, assistentes sociais, historiadores, educadores, pedagogos e professores de escolas municipais, estaduais e de universidades, um enfermeiro e uma jornalista. Esta diversidade reflete a busca da comunidade em geral no aprofundamento do conhecimento de uma nova política, baseada em princípios éticos e em valores de cidadania.

A aula inaugural foi aberta com uma breve apresentação do Curso de Extensão pela professora Evangelina Faria e pelo professor Giuseppe Tosi, representantes da parceria entre a Associação Civitas e NCDH-UFPB, respectivamente. Em seguida, foi a apresentação de uma das monitoras da escola, Dávila Galiza, sobre o significado do curso e um resumo histórico das quatro edições anteriores da Escola Civitas, enfatizando o chamado a cada um dos que estavam presentes a serem os protagonistas da mudança, criando em primeiro lugar uma nova cultura de participação política, enraizada no diálogo, na paz social, na ética e no respeito ao outro.

O professor Giuseppe Tosi iniciou sua aula intitulada “Fraternidade como categoria política” com o significado de política a partir de Aristóteles, aprofundando ainda os conceitos de polis (democracia e participação dos cidadãos), civitas (cidade) e república (coisa do povo). Em seguida, enalteceu que o homem é um ser gregário, não autossuficiente, logo, necessita dos outros para viver. Citou Santo Agostinho nos seguintes termos “fora da cidade, não há humanidade” para se referir que existe naturalmente em cada ser humano o impulso para participar da comunidade. Seguiu sua apresentação com o conceito de fraternidade em três esferas: como vínculo de sangue, como conceito ético (o próximo não é somente o meu irmão de sangue, mas também o meu vizinho) e, por fim, como categoria (cosmo)política, enfatizando a Parábola do Bom Samaritano, o qual por ser estrangeiro, tinha todos os motivos para não parar diante do ferido que encontra em seu caminho, mas movido por um sentimento que ultrapassa a compaixão, oferece sua ajuda a esse próximo. O samaritano foi movido pela fraternidade, que aqui se apresenta com um terceiro nível de conceito, isto é, com um significado político dilatado. Trata-se de uma fraternidade tão ampla que inclui todos os seres humanos indistintamente, superando as barreiras de raça, de religião, de cultura, uma fraternidade que poderia definir política no sentido amplo ou cosmo-política, como está explícito no artigo II da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948: “Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição”.

Por fim, o professor abriu espaço para uma rodada de perguntas e respostas, que abordaram aspectos como moral, ética, religião, valores e política. Esse momento deu o tom de criticidade e de reflexão aprofundadas desta nova turma da Escola Civitas, a qual parecia despertar para um novo horizonte político, conhecendo e aprofundando a fraternidade como possível categoria política.