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Chiara Lubich - (22 de janeiro 1920 - 14 de março 2008)

Nasceu em Trento, uma cidade do Norte da Itália, em uma família com grande sensibilidade social; o pai era operário e socialista e o irmão integrante da resistência antifascista.  No cenário de destruição da Segunda Guerra Mundial, Chiara, com pouco mais de 20 anos, descobre Deus em sua essência: Amor. Deus lhe aparece como aquele que nenhuma guerra pode destruir. Permaneceu na cidade bombardeada, enquanto seus familiares se refugiaram nas montanhas.  Escreve: “A cada dia, novas descobertas: o Evangelho se tornava o nosso único livro, a única luz de nossa vida”. Vivenciado-o, deu vida, junto com algumas amigas, as iniciativas de socorro imediato aos necessitados e doentes. E não pararam após o cessar fogo, pois “desejavam resolver o problema social” da cidade de Trento, conta Chiara.

“Uma das primeiras ideias surgiu quando líamos o Evangelho, à luz de uma vela” conta Chiara. “Abrimos por acaso no Testamento de Jesus. Aquelas palavras: ‘Que todos sejam um’ pareciam iluminadas por uma nova luz e se tornaram o objetivo da nossa vida: levar a unidade lá onde quer que haja divisão. Desde os primeiros dias, intuíamos que estava nascendo alguma coisa universal, que alcançaria os confins do mundo e que também iluminaria a cultura, a ciência, a política, a economia”.

Do pequeno grupo que seguia Chiara em Trento, nasce um amplo movimento de revitalização espiritual e social que dialoga com múltiplas culturas e diferentes credos. Hoje, o Movimento dos Focolares conta com mais de um milhão de pessoas e atua em 194 países, com o objetivo de contribuir para compor a unidade e a paz na família humana. Lideranças de diferentes igrejas cristãs que conheceram Chiara pessoalmente, reconheceram que a ela foi confiado um carisma peculiar, o carisma da unidade. E, como Chiara havia intuído ainda nos anos de 1940, esse carisma teria um potencial inovador.


Em 1991, no Brasil, onde sua obra se difundiu desde 1958, Chiara lançou a “Economia de Comunhão”, com o objetivo de contribuir para enfrentar os desafios do grave desequilíbrio social no país. A EdC também tem interessado ao mundo acadêmico e a estudantes de áreas afins em vários países.

Em 1996, para responder a vários membros do Movimento engajados na vida política, mas em partidos diferentes, Chiara fundou o “Movimento Político pela Unidade”. Disse: “O Movimento da Unidade é portador de uma nova cultura política. Porém, da sua concepção de política não nasce um novo partido. É o método da política que é transformado: mesmo permanecendo fiel às próprias aspirações autênticas, o político da unidade ama a todos, por isso em qualquer circunstância, procura o que une”. Foi o ponto de partida de uma proposta que logo se estendeu a muitos, independente de credo religioso ou opção política. Discursou na sede da ONU, no Parlamento Europeu, Estrasburgo; aos deputados e senadores de various Pais. Recebeu  títulos de cidadã honorária em muitas cidades europeias e em outros continentes.

Nos anos seguintes, Chiara Lubich alcançou grande projeção no cenário cultural e político, sendo agraciada com vários prêmios, como: o Prêmio Educação para a Paz (UNESCO, 1996); dos Direitos Humanos (Conselho Europeu, 1998) e vários doutorados honoris causa outorgados por universidades de todos os continentes, em variadas disciplinas. No Brasil, pela PUC de São Paulo, a UNICAP de Recefe. Recebeu a mais alta honraria do governo federal, a Medalha da Ordem do Cruzeiro do Sul (1998) pelo seu trabalho em favor do povo brasileiro, através da ação do Movimento dos Focolares entre populações carentes. A Universidade de São Paulo (USP) conferiu-lhe a Medalha ao Mérito. Na oportunidade, o então deputado André Franco Montoro reconheceu a sua “contribuição histórica para o movimento universal de renovação de valores no mundo contemporâneo”. O reitor, Jacques Marcovich, a definiu como “um dos mais expressivos líderes religiosos e sociais deste século”.